maio 02, 2011

PIANO NO METRÔ

Todo mundo sabe que São Paulo é o lugar para transformar as pessoas em mais fortes, objetivas e para quem quer perder qualquer noção de altruísmo que se tenha conquistado ou trazido durante a vida. Contudo, logicamente, há suas excessões. Já conheci muitos exemplares sobre o que estou falando. São Paulo é uma terra sem identidade própria - todo mundo veio de algum lugar(senão das 4 zonas reginais) ou está de passagem por aqui - Já conheci quem usa a ironia não inteligente - mesmo achando que sim - para subjugar pessoas ditas "inferiores". Já conheci as que pensam que tem problemas, mas que comparados aos de outra, não deveriam ter o direito nem de reclamar.

Eu diria que este é o mal de todo "paulistano"ou ainda o mal deste século - A VITIMIZAÇÃO, o que particularmente me irrita bastante - diria que este substantivo pode ser usado para definir bem essa espécie - O PAULISTANO.

Há vários tipos dessa espécie: Há os que viveram bastante tempo e gostam de sair e usar o metrô nos horários mais impróprios - SÃO OS IDOSOS (espécie cada vez mais crescente nos países emergentes, dizem até que é uma praga, pois está se espalhando ou aumentando no mundo inteiro). Há os que viveram muito pouco tempo, mas acham que já sabem tudo - SÃO TWITTERES (espécie trazida pela cultura norte-americana. São todos iguais, usam"penugem" esquisita, chamam atenção e suas patas vem sempre com uma pintura diferente, em geral com o logotipo NIKE) e há os intermediários - SÃO CHAMADOS DE OS USUÁRIOS DE METRÔ ( esses andam sempre em bando, ou melhor, entram sempre em bando. Não há como separá-los por penugem ou idade, são muito diversos.


 Mas, uma coisa é bastante utilizada pela grande maioria - chama-se fones de ouvido - é um tipo de encaixe mágico que se direciona para o centro do lobo frontal humano, através de orifícios laterais e é capaz de levar cada um desse bando é um lugar diferente, com ele todos têm seu mundo e as reações exteriores a isso, são as mais diversas: uns ficam meio zumbis (olham para o nada), outros dormem (os sonâmbulos), alguns balançam as mãos como se estivessem tocando algum instrumento (são fáceis de indentificar, usualmente exibem uma forma de cocar - mas não são índios - crespa e mal cuidada e que vem até a altura do ombro) e tem os papagaios (esses se seguram em barras de ferro e ficam num infinito vai-vem, propiciado pelas leis da física e da gravidade, geralmente trocando a posição do braço).


Mas, passar pelo metrô, seja para que destino for; e ouvir BACH ou uma simples reprodução instrumental vindo de deste peça é algo bem a cara de São Paulo, que se vc tem que sobreviver, nesta selva de "selvagens", ao mesmo que seja ao som de um bom piano. (Marinho WL).



SER DIFERENTE NÃO É NORMAL

Ser diferente não é quem pretende ser. Este é um imitador, nunca um ser diferente. Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errado - para os outros - que riem de inveja de não serem assim e de medo de não aguentarem, caso um dia, venham a ser.




O diferente é um ser sempre muito próximo da perfeição.



O diferente nunca é um chato onde está o diferente. Os diferentes são rechaçados; suas vitórias adiadas e esperanças, muitas vezes, mortas. Um diferente que não vingou. Os diferentes muito inteligentes percebem que os outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro.



Diferente que se preza, entende o porquê de quem o agride. Se o diferente se mediocrizar mergulhara no complexo de inferioridade. O diferente, paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer- alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente agüenta no lombo a irá do irremediavelmente igual; a inveja do comum; o ódio do mediano. O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que sempre está certo.



O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos dadas e até mesmo alguns professores por omissão (pricipalmente os mais grossos), se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijao e caricatura. O que é perfeição aguçada em "puxa fulano, como vc é complicado". O embrião de um estilo próprio em: " vc está vendo como todo mundo faz?".



Autor desconhecido.



.

março 06, 2011

NO DIA, NO DIA...EM QUE EU VIREI UM MERD

Eu descobri terras e povos

Eu vivi pessoas velhas e novas...
De Belo Horizonte à Bilbao, e nesses mundos, nada foi real.


Minha imaginação decolou, como uma ilha. Parecia, eu uma Alice, em seu país das maravilhas. Desejando frases luminósas, viajei na imensidão.


No dia, no dia... em que eu virei um MERD


E de repente me vi repetindo as mesmas cenas, com exatidão,
Virei restos de pessoas, zumbi de outra relação...
Nem por isso vi tudo com mais clareza, nem pelo passado,
que dirá pelo futuro. Estou sempre no limite, por que é essa
minha atuação...


Um dia, Um dia...farão de vc um MERD.


Gostaria de saber, se já era esse meu destino ou não.
Agora tanto faz, quem mandou ser capataz da própria compaixão.
Se eu fosse capaz, eu diria: "ei, vc aí! comigo não!"
De agora em diante, não serei mais com antes. Irei me lembrar, como um afante...


Do dia, do dia... em que eu virei um MERD.



*só espero não me tornar um MERD HD (High i Diot).



fevereiro 16, 2011

PROFESSORES MEDÍOCRES, PROFISSIONAIS MEDÍOCRES

Qual a caracteística que difencia o ensino superior público do ensino superior privado? Eu diria uma só palavra: ATITUDE.



Lembro-me claramente que logo no primeiro semestre, e naquela época o calendário ainda era anual, já sabíamos fazer uma resenha, já sabíamos o básico da metodologia científica e nos preocupávamos mais na apresentação de qualquer trabalho aos professores. É claro, que toda regra tem exceção, mas falo por mim.


Sabíamos, por exemplo, que se chagassemos na sala de aula com algum trabalho ou exercício escrito à mao, numa folha cheia de adornos floridos ou brasões futebolísticos, teríamos no mínimo perdido tempo entregando. E sabe por que no primeiro semestre sabíamos que resenha é um gênero textual? Por que os professores exigiam de nós que soubessemos, que nos virássemos. E nossa primeria frase de efeito foi: " vcs estão agora numa Universidade/faculdade, tomem consciência de tal".


A deficiência do mau ensino no setor público, advem da não exigência, nem de si, nem dos outros. Exigir requer esforço e para que se esforçar com uma leva de estudantes recém chegados e que possivelmente nem acabará o semestre? Mas uma vez, toda regra há exceção, mas me perdoem, mediocridade não é um mal necessário ao ser humano, que dirá para "futuros profissionais" reposnsáveis, um dia, por vidas (Médicos), moradias (Arquitetos) e seu dinheiro (Contadores).


Aceitamos ações medíocres por que é mais fácil ser medíocre. "Vamos aceitar um texto em folha florida. Eles estão só começando, não podemos exigir muito." e depois : "...esqueci um bisturi dentro de alguém, uma vez...", "...vou usar material mais barato nessa construção." e por fim "...vc me dá uma quantia e eu só declaro os bens com menos valor...".


Sinto falta de professores que me exigem, indepedente da quantidade de semestres. Sinto falta de professores com coragem para dizer que fiz alguma coisa ótima, ao invés de, sempre se alimentar em me dizer que fiz alguma coisa ruim.


Eu não quero o ensino público dentro do privado, essa questão é utópica no Brasil. Para mim, basta que os professores não sejam: sem relevo; comum, ordinário, mediano, meão (medíocres).



ESTUDAR HISTÓRIA DA ARTE É COMO ESTUDAR ENOLOGIA


Estudar História da arte é como estudar enologia, aprende-se desde o plantio até o engarrafamento. Os períodos da história da arte relativos à arquitetura, podem ser interpretados da mesma forma: são "pedaços" de uvas plantadas lá atrás, quando nem se sabia da importância do gosto do vinho e hoje engarrafadas em pedaços historificados por grandes estudiosos que tiveram o trabalho de documentar tudo isso.


Hoje há poucos enólogos de qualquer história, seja da arte, seja da arquitetura. Refiro-me aos que gostam do gosto dessa uva. Confesso que, me deparei com poucos ao longo dessa minha pouco vida acadêmica, contudo, foram poucos e bons. Os bons enólogos são profissionais com características definidas, dentro do perfil ocupacional da "indústria', entenda-se aqui a do ensino; e para as tarefas de coordenação, supervisão e execução, sendo responsável pela produção e por todos os aspectos relacionados com o produto final desejado.


Surpreende-me perceber que muitos não possuem essa caracteristica definida, envazando uvas ocas e muitas vezes podres e se contentando com isso e não é preciso ir muito longe, em nenhuma plantação distante do sul, não...basta esperar determinado dia da semana no calendário letivo. Hoje, eu parabenizei um enólogo, disse-lhe que irei beber da usa fonte, quantas vezes fosse preciso, num ritual mutualistico didático que espero preencher nossos dias na semana. Eu parabenizei por que nem sempre se encontra uma boa terra para que se plante conhecimento e conhecedor, contudo, como em toda boa extensão de terra destinada a este tipo de cultivo, no fim do dia, sempre sobram algumas uvas podres, que mais tarde - como é de se esperar - azedarão muitos vinhos.







dezembro 14, 2010

AMO A LIBERDADE DE ME EXPRESSAR...

Hoje eu estava pensando sobre as coisas que eu fiz, as pessoas que conheci e sobre a repetição das circunstâncias, frases e expressões.


Eu já falei algumas vezes que quando eu gosto, eu gosto e ponto. O resto é resto e eu e nem ninguém precisa se resto para ser feliz. Mas eu, contudo, preciso de mais.

Sabe aquela música? “por vc eu dançaria tango no teto ...eu iria a pé do Rio à Salvador...” eu sou esse tipo, não de compositor, de pessoa mesmo, de amante, de alma.

Eu já fiz muita coisa de que me orgulho e também muitas de q não me orgulho, mas sempre me satisfiz somente em faze-las, por que se não fosse desse jeito eu me lamentaria, talvez, para sempre de não ter feito nada, evocando em mim, nos meus pensamentos, aquela máxima dos “e se(s)?”

As frases se repetem, as expressões também e me pego de novo ouvindo as mesmas coisas: “ não espere q eu faça tal tipo de coisa, já fiz uma vez e me arrependi”, “ não toque nesse presente, pq quem me deu não me dará outro”... q culpa tenho eu de q não mereceram quando vc fez sei lá o que...disse: eu te amo? Disse: adoro vc? Disse: tenho medo de te perder? E daí? Nenhuma dessas palavras congela no tempo, sim...talvez vc as diga mais de uma vez na sua vida, para uma outra pessoa q vc não pensou q não fosse outra senão a q está com vc agora...infelizmente é assim q acontece, mas oq tem a ver o passado com o presente? São só testemunhas de mágoas e ressentimentos?

Pois, eu digo q eu mereço...ouvir, sentir e até questionar, todas aquelas palavras que citei anteriormente e eu tb já não fui o passado de alguém? Devo me tornar inexpressivo, inerte, gélido por causa disso, tb? Não... eu me recuso a apenas me contentar com as sobras humanas que os q sofreram por alguém teimam em ser. Eu quero muito mais, eu mereço mais. Eu sou único, sou especial e quem mais ama com a alma senão eu? Senão vc, q por medo de sofrer novamente penaliza as pessoas do seu presente. Desapego, detachment, ablosung, desprendimiento, distacco...nunca quis tanto q as pessoas soubessem oq é isso em suas vidas.

já fiz ações q nem eu mesmo acreditei q faria para conseguir de volta um alguém, muitas não consegui, outras nem sequer recebi obrigado, tantas outras mais mal deram valor... Eu exijo demais dos outros, mas simplesmente pq exijo na mesma medida de mim mesmo e como nunca me contentei em ser medíocre (s.m. mediano, sofrível, meão, insignificante), eu exijo sentimentos não medíocres, pessoas pouco medíocres, estados de almas significantes...

Posso não ter conseguido tudo oq queria, quem queria(na época)...mas nunca deixei de ser eu mesmo, nem tão pouco deixarei. Eu amo a liberdade em mim que deixa que eu me expresse emocionalmente, que verbalize sentimentos gramaticalmente e que escorra no meu rosto emoções aquecidamente. Eu adoro a intimidade da saudade, o aconchego de uma lembrança boa e de me sentir vivo quando eu gosto, pq gostar é palavra que não envelhece, tão pouco traz bagagem, menos ainda machuca, pq gostar...é gostar e PONTO.

dezembro 08, 2010

EU ELEGI MINHA PALAVRA

Fim de ano é tempo de se pensar, refletir e quem sabe no próximo ano conquistar... quem sabe. Mas este ano eu resolvi agir diferente. Este ano é tempo de querer e como uma derivativa desta, eu elejo uma palavra: DESEJAR. Esta é a minha palavra para este fim de ano.
As palavras tem grande poder e assim como o vento elas podem chegar a muitos lugares neste mundo. As palavras que saem da sua boca podem ou não te trazer bons ventos e assim como estes, podem ou não te levar (que bons ventos te levem). Portanto, sussurre, fale, grite: EU DESEJO. Desejar é algo contemplativo, emotivo e surpreendentemente bom, quando se deseja de coração.
Eu nunca fui do tipo que deseja um mar de riquezas ou um céu de beleza e juventude e eu desejo tão pouco. Se é certo que o que se deseja para os outros volta para nós mesmos, como um vento que sopra na direção oposta, então neste fim de ano vamos desejar e fazer disto nosso grande exercício altruísta. Eu começo...eu desejo...eu desejo...desejo que vc tenha segurança, conforto, paz de espírito e a quem amar. Uma segurança em todos os aspectos, que te deixe feliz, pra cima e confiante, sem perder a singeleza de saber que é um ser humano, como qualquer outro. Te desejo um conforto muito além do que as coisas materiais ensinam, não estou falando para negá-las, estou dizendo para coloca-las em seu devido lugar, como aquelas contas de todos os fins de meses e por último, te desejo muita paz de espírito, uma paz tão grande e “contentadora” que nem os mais infortúnios dos problemas possam tira-la de vc. E que vc tenha a quem amar...bem...isso já diz tudo e só para completar: que esse “quem” tb te ame.
Sabe aquilo sobre ventos que te falei antes? Então...mentalize suas palavras chegando onde vc deseja, mentalize-se realizado(a), veja-se bem disposto, queira ser ainda mais feliz que ontem e muito mais que amanhã. Eleja a sua palavra para este fim de ano, a minha eu já disse e eu quero poder desejar sempre e desejo isso para você também, mas e vc? O que deseja? Qual é sua palavra?

dezembro 07, 2010

ÀS PESSOAS QUE SEMPRE ESTARÃO COMIGO

Deus, estou aqui novamente. Dessa vez para falar sobre meu presente, o meu passado já superei, graças também a vc e o meu futuro, bem...esse eu não quero saber, muitos já me disseram, mas poucos ou nenhum acertou, prefiro deixa-lo em suas mãos.
Hoje, me peguei pensando nesse presente e como de fato esta palavra tem grande valor. Foi um imenso presente ter, neste ano, conhecido essas pessoas que hoje fazem parte da minha vida e são delas que quero falar desta vez.
Este ano conheci pessoas de imenso coração, em especial uma a que vou dedicar boa parte destas linhas. Eu conheci uma pessoa de muito bom caráter e certamente companheira também. Gostaria de dizer que esta pessoa me traz muita segurança e conforto, ela pode não se dar conta disso, mas seus gestos, por mínimos que sejam, me trazem grande contentamento. Este é o “meu” mês de aniversário e eu não desejaria outra coisa senão isso. Eu não quero um mar de riquezas, nem tão pouco um céu de beleza e juventude...eu me contento com isso meu Deus, somente com isso, com esse presente que vc e que essa pessoa me deu e vem me dando: segurança e conforto é tudo de que preciso.
Eu estou a caminho do encontro com esta pessoa e por diversas vezes já me peguei sorrindo sozinho imaginando o quão feliz eu estarei quando encontrá-la. Como falei anteriormente, prefiro não pensar no futuro, pois, é certo que depois dessa viagem a saudade vai se abater contra mim, mas eu sou forte e os meus momentos de felicidade também, por isso a saudade não vai me entristecer, nem me corroer, nem tão pouco ser superior ao meu contentamento.
Às outras pessoas, também, cabem boa parte do meu coração, até as “ruins”, pois até com elas aprendemos, não a ser bonzinhos, mas a agir de maneira correta. Conheci pessoas que espero que façam parte do meu ciclo de amizades por um bom tempo, talvez por toda a minha jornada.
Nessa viagem da qual te falei, espero bons momentos de alegria e sei também que será muito especial, pois será meu aniversário, nunca me contentei muito com ele, vc sabe, mas desta vez...sim, desta vez...eu me permito receber esse presente, o meu presente e me permito também me expressar das mais diversas maneiras: sendo carinhoso sem medo de me machucar, dando abraços sem medo de não me confortar e acima de tudo, sendo amoroso sem medo de errar. Eu quero errar meu Deus, pois é assim que de fato aprendemos, não que o que eu esteja fazendo seja um erro, ao contrário, é um acerto e com isso lembrei-me de um amigo que uma vez me disse: “ eu deixo as pessoas da minha vida livres, se um dia voltarem é por que sempre estiveram comigo, se nunca voltarem é por que nunca as tive”.

dezembro 06, 2010

A FILOSOFIA DO BEM-ESTAR

Sobre a filosofia do bem-estar: desejar uma vida perfeita, não altera nosso presente "imperfeito". Saber fazer uso das boas coisas que se tem é que torna tudo muito mais agradável, inclusive viver. Querer o que não se tem é muito mais fácil, mas saiba que não existe nada perfeito e isso inclui a vida.


dezembro 03, 2010

A SIMPLICIDADE DA VIDA DE ANTES

Eu quero a simplicidade da vida de antes e as morosidades da vida que ainda vou ter. Eu quero por que querer é desejar e desejar é sempre possível quando se acredita e eu acredito no que quero. Quando se percebe que já não se acredita em nada, nem ninguém é por que aí sim, deixamos de acreditar em nós mesmos.

novembro 04, 2010

ISTO É UMA MENSAGEM E UMA PRECE

Deus, oi...sou eu novamente. E para todos os portos e amigos, eu quero dizer que trago uma mensagem, e uma prece.  A mensagem é que eu achei e entendi oq todos procuram e poucos acabam encontrando.
No azul distante do atlântico eu encontrei a felicidade, uma felicidade q eu pensei q não existisse, mas existe e eu estava enganado quando achei q não. Eu achei momentos de pura felicidade e foi aí q eu entendi finalmente: “ que a felicidade é feita de momentos”. E, Deus, como eu “fui” feliz.
Eu encontrei numa pessoa momentos q me deram saudades ontem à noite, assim como eu li (numa mensagem) q tb essa pessoa sentia. Na hora eu quis responder, pq, como vc sabe, é assim q eu sou e não sei ser diferente, contudo, não respondi, por mais vontade que eu tivesse, eu não respondi. Decidi q seria melhor assim, ou acabaríamos num ciclo interminável de carinhos e saudades. A saudade, esta o tempo se encarrega de abraçar, mas a lembrança, nem o tempo, nem o azul distante do atlântico, pode apagar eu fazer esquecer.
No último dia, eu lembro q acordei à noite, não por algum motivo externo, mas por ter dormido pensando que aqueles momentos iriam acabar. Me acalmei, respirei fundo e te agradeci por estar alí e q o resto não importava e cantarolei na minha mente: “ é melhor ser alegre q ser triste, alegria é a melhor coisa q existe...” e hoje eu posso dizer: “ eu não sou mais uma pessoa triste”.  
Deus, eu vivi momentos q não pensei q viveria de novo. E eu fiz um teste e acho q passei. O teste foi p saber o quanto o passado ainda me assombrava e eu descobri q não, q o passado, ficou no passado e como o Budismo ensina: " As pessoas q carregam o passado não consegue produzir bons frutos. A felicidade está restrita ao momento presente e não há nada que não mude. Tudo muda, de estados físicos a pensamentos." E eu mudei meu Deus, e entendi q tudo oq eu passei foi para aprender com esta felicidade da qual falei anteriormente.
Eu confesso q tive medo. Eu tive medo de me perder de novo, me perder nas minhas emoções e nos meus pensamentos. Confesso que tive medo tb de ser mais carinhoso e de mostrar a minha gratidão por tanto contentamento( exatamente o tipo de pessoa q eu não quero ser: uma pessoa medrosa), mas fui, perdoe-me por essa fraqueza.
Eu senti falta do carinho e dos abraços que eu tive nessa viagem, aliás, Deus muito obrigado por “me dizer” q eu deveria ir sim e q eu não iria me arrepender e nem q iria sofrer com isso, muito pelo contrário, estou me sentindo muito bem pq de certa forma acabo encontrando pessoas q me ensinam muito e esta me ensinou a ser mais feliz, ainda mais comigo mesmo. Dançamos juntinhos e de rosto colado e esta foi a melhor parte da viagem. Tinha uma música bonita ao fundo e foi exatamente como eu pedi para vc realizar um dia. E aconteceu como eu sonhei: Com uma pessoa muito especial.
Deus a minha prece, é que eu rezo para q todos possam conhecer essa felicidade e possam guardá-las no coração, assim como eu fiz. Eu rezo tb para q essa pessoa seja muito feliz, aliás, q todos nós sejamos e q de tanta felicidade possamos espalhá-la com cada pessoa q surgir em nossas vidas, sejam somente amigos ou não, estejam de passagem ou não. A felicidade é transitória eu sei, assim como a tristeza, mas senti-la, como senti,  é algo q eu não posso esquecer tão cedo.

outubro 27, 2010

DEUS...SOU EU DE NOVO...

Deus...oi, sou eu de novo. Devo lembrá-lo que sempre estarei conversando com vc... (já perguntei antes se podia chamá-lo por vc e como não obtive resposta, devo imaginar que esse silêncio, queira dizer que não há problema)... Quando eu estiver com algumas dúvidas ou angústias.
                Ontem, algum engraçadinho, não sei se o destino ou o acaso, ou a malvada coincidência, mas, ontem me fizeram lembrar e pronunciar um nome que há muito tempo não saia da minha boca e para completar hoje pela manhã quando liguei o rádio, lá estava uma música que me fez lembrar de novo daquele nome, daquele rosto, daqueles momentos.
                Por favor, peça para não fazerem mais isso. Vc sabe q já não sou mais do tipo emotivo, não sei se por culpa do destino ou do livre-arbítrio - por terem me causado tanta tristeza -  mas já não o sou mais. Por favor, pare de me cutucar com lembranças e sensações que já não posso ter mais, pois, sempre que isso acontece a saudade encosta ao meu lado e não sai...Sabe aquele filme? “Como Esquecer” sabe né? Então, pode me dizer como eu faço para esquecer? Eu quero esquecer...Sabe aquele outro filme? “Memórias de uma mente sem lembranças”?, esquisito o título eu sei, mas depois comento sobre essa coisa de criatividade que vc pôs em nós humanos. Aliás, somos humanos mesmo? Eu levemente desconfio que não. Sabe qual é minha teoria? Que não passamos de sentimentos feitos de carne e osso e que viemos para este mundo para aprender a pensar. Mas não quero falar sobre isso...vc me faz querer falar sobre muitas coisas, até se estou pondo a preposição correta...(“quem fala, fala sobre alguma coisa ou alguém”), mas o assunto aqui, é outro.
Esse filme, o das memórias, é bem atípico. Ele fala de uma maneira, uma solução, um remédio para se esquecer as lembranças. Posso ter esse remédio? Eu sei que é ficção, mas muitas coisas do passado foram ficções e hoje não são mais. E como sabemos, só queremos esquecer aquilo que nos causa dor... mas... agora surgiu uma dúvida...se o que eu quero esquecer me causou dor e foi causada por alguém, isso quer dizer que esse alguém, do mesmo modo, me causou alegria, felicidade...uma coisa não pode viver sem outra, infelizmente. Se eu lembrar de coisas boas que não tenho mais, logo, vem as memórias das coisas ruins...uma coisa não está a parte da outra. O que eu faço agora? O que eu escolho? E por que vc fica tão mudo, não me fala nada? Oi, estou falando com vc...alguém? Vc está aí? Está né...Já sei, vc é o que tudo vê, o que tudo sente, mas não posso te ver. Por falar nisso, posso ser o que tudo antevê, mas não o que tudo sente?
                Eu sei que eu me saboto muitas vezes. Ligar o rádio numa estação de muitas melosas é o mesmo que pedir para lembrar, eu sei...Mas, pensa bem, vc me fez assim, se eu não fosse assim de que outro jeito eu seria? Por favor, não ponha mais lições de vida como essa, já estou sem roteiro, já não sei como esquecer, o que vai vir depois...? Nem quero saber, Deus me livre, quer dizer, “o senhor me livre”, digo...”vc me livre”, mas “vc” ficou tão estranho...”o sr me livre” então, hum...ficou tão estranho também...ah, vc me entendeu, quem manda me fazer complexadamente desconexo assim...Por favor...(estou num momento emotivo por isso tantos por favores), então, dá para não fazer mais isso? Pôr lembranças no meio do meu dia, da minha noite. O que tenho q fazer para não acontecer mais isso? Desejar bem forte? Bem, vc sabe que isso não é comigo, sou um filho de pouca fé, até para mim mesmo. Posso te fazer mais um pedido? - Sei q vc sabe que não será o último – será que eu podia um dia (mas que seja logo, sou ansioso) acordar e não lembrar mais de nada do que me deixou triste? Já pensou em nisso? Não? Eu sempre penso em muitas coisas desse tipo, não contei todas - ainda - para vc, mas não se sinta mal, é que não acho que sejamos, assim tão íntimos. Quem sabe um dia...Mas, a culpa continuo dizendo que é sua. Quem mandou me fazer assim. Falo mesmo (estou num momento de revolta, posso né? Vc mesmo disse que eu posso tudo, que a minha fé pode mover montanhas. Posso mover lembranças? Ih, mas não tenho muita fé...mas tb quem quer mover uma montanha? Ah, mas se estou falando com vc é pq tenho alguma fé, né? O que será q eu posso mover...será que posso mover aquele seixo alí...? Tá bom, parei com a ironia, eu sei q essa frase da montanha é uma expressão simbólica. )
 O meu pedido é... Acho que é isso que eu quero de fins-de-anos-aniversários-natais: esquecer tudo e todos que me fizeram mal, principalmente quem tem/teve um pedacinho do meu coração. Isso eu acho justo, vc não acha? Não basta terem roubado, devo lembrar que roubaram tb? Já eu esquecendo, não faria diferença quem roubou ou não...pq se eu não lembro, não aconteceu.

outubro 14, 2010

HOJE EU ACORDEI RACIONAL

Hoje eu acordei assim, dizendo que não queria filosofar. Acordei, assim, meio racional.
Mas hoje eu acordei mesmo querendo ser um cisne, esse bicho, meio assim, quase formal.
Houve dias em que acordei meio Bokowski, Nietsche e Drummond, tentando questionar. O quê? Você pergunta. A vida? Não sei, eu só queria tentar.
Eu já quis ir à Índia, ser velho, ser pai. Eu já tentei até parar de pensar no que eu queria. Não deu. Sou jovem, meu lance mesmo é ser rebelde e fazer o contrário dos demais: pensar, pensar demais.
Eu já disse o que as pessoas me dizem, disse assim, por inteiro, disse sem dó, disse sendo verdadeiro. Disse até “ó Deus eu queria meu roteiro”. Mas hoje eu queria ser mesmo era um cisne, com pena e tudo. Um Anserinae, como diz a biologia, de maneira tão formal.
Eu tentei até escrever – não ser um poeta, como você vê, essas são rimas pobres afinal. Eu gosto de escrever por que parece uma terapia, no geral. Meio patético, confesso, um jovem ser assim, tão Byronial.
Mas, não consigo esquecer-me de ser cisne, por que isso afinal? Já sei, a sua história hoje eu li, taí o por que do referencial.
Eu acordei querendo ser cisne por que eles passam a vida assim: sendo um único casal. Às vezes me cansa, não ser cisne, pois, já tive um par que pensei ser o ideal. Uma coisa me aborrece também é essa coisa de faltar alguém real. A vida hoje é meio confusa. Sou mais sociável na minha vida virtual. Ah, século XXI, afinal.
Eu quero mesmo é ser cisne por que para eles é fácil amar uma vez só, um companheiro só. Mas aqui onde eu vivo, não tem lago, não tem cisne, é quase que mortal.
Tá bom, já chega! De mostrar que acordou racional, que por essas letras parece mais uma flor de tão emocional. Queira mesmo ser cisne, pois, nesse reino aqui é muito diferente do seu devaneio jovial.  Aqui, meu caro, tem que se viver assim: com cada par que surgir como se fosse o ideal. Então, para de sonhar - filosofar até pode – só não pode é viver assim, escrevendo essas rimas, veja só quanta latrina. Portanto, meu caro poeta magistral, por favor, né, cai na real.

FILOSOFAR

Hoje eu não queria filosofar.
Olha esse sol, esse calor, esse ar...Que daqui a pouco há de garoar...

Hoje eu só queria tocar, cheirar, sentir...O mar, Iêmanjá, as ondas do mar...
Ah, que saudade que me dá...Da areia, da tapioca, dos amigos que encontrei, das bocas que não beijei...ih, filosofei!

outubro 13, 2010

AS PESSOAS VIVEM ME DIZENDO...

As pessoas me dizem para eu relaxar, que sou muito tenso...

Pois, eu digo que existo, logo, penso.

As pessoas dizem para eu relaxar, que ando tenso demais...
Pois, eu digo que sou cauteloso, característica de quem, também, já sofreu demais.

As pessoas dizem que não aparento a idade q o tempo me traz...
Pois, eu digo que esse tal tempo me cansa, por que está demorando demais.
 
As pessoas dizem que dizem que eu pareço um velho, pois penso demais...
Pois, eu digo q até aí tudo bem...o que eu não quero é parecer um jovem, tenso demais.

DEUS, EU QUERO O ROTEIRO DA MINHA VIDA

Qnto ao destino...bem, eu tenho medo do destino. E se meu livre-arbítrio, seguido da minha autosabotagem sobre a minha vida, me levar por um caminho o qual nao queria? ou q pensei q nao seria meu? Se destino é algo "já definido" oq q tem o livre-arbítrio a ver com isso então? Isso por só só já é bem confuso. 


" Deus, vc...(posso chamá-lo por vc? Posso né? É q não lido muito bem com hierarquia, bom, até lido, mas já q sou sua imagem e semelhança, posso te tratar como tal né? Se não, qualquer coisa vc manda o destino me dar uma lição, mais uma na verdade, bem sabemos... rs. Pode me mandar o roteiro da minha vida?

Eu sigo a risca, pode deixar...oq eu não sei é seguir esse tal livre-arbítrio, ele é muito confuso, nem sei se é junto ou separado, vou colocar junto, ou será separado? Tá vendo? Me deixa muitas escolhas...até q eu sou bem decidido, mas por exemplo, dois sorvetes: napolitano e creme com passas, eu adoro, amo... e agora como fica? Misturo os dois p nao ter q escolher e fica uma coisa assim: napolipassas ou cremenapoli ou passacremetano? Tá vendo? Com sorvete eu poderia misturar até, mas e com a minha vida? Não dá né...

Se vc me der um roteiro, eu sigo sim, faço até as coisas erradas q vier nele, não será por elas q eu vou aprender? então...eu já sabendo q vou aprender, q vou errar e q erros são, fica bem menos doloroso...até pq se vc fizesse isso eu não te culparia depois, nas minhas lamentações. Eu sei q vc sofreu e muito e tal...mas, eu já sabendo q seria umas das cobaias p pagar seu sofrimento, seria bem mais justo, não acha? Daí vem esse tal de destido, todo arrogante : " é como eu quero e pronto" devo aceitar assim? como um banana? E esse tal livre-arbítrio então, ah...muito confuso: "não sabe se vai ou se fica...não sabe se faz ou não faz..."ah, isso cinseramente me cansa, por favor né...ser marionete com scrip é bem melhor, dá até p pular umas páginas e saber oq vai rolar depois das consequências dos nossos atos. Acho muito mais justo, pronto, falei)."




outubro 10, 2010

O MEU HERÓI INTERIOR

Ontem eu li uma história sobre reis e rainhas, sobre encontrar seu herói interior e sobre como a honra e empatia, quando estão juntas, fazem de nós pessoas muito melhores e confiantes.
Quando eu era criança não prestava muita atenção nas histórias contadas pelos meus avós, talvez por que eu já estivesse vivendo às avessas: fui uma criança adulta e hoje sou um adulto procurando ser uma criança, para, talvez, não perder a esperança de um dia encontrar o meu herói.
Todos nós tivemos e teremos sempre grandes lições, seja por experiências próprias ou pelas experiências dos outros. O que devemos fazer é tirar o bom proveito dessas situações para não repeti-las, se foram maus exemplos, ou faze-las melhor, se foram bons exemplos.
A história que li sobre o herói interior nada mais foi do que uma grande lição. Serei eu um herói algum dia? Não como o Batman ou Superman, heróis para mim choram e demonstram sentimentos, amam e se magoam também.
Se um dia eu vou encontrar meu herói interior eu não sei...eu só não quero me tornar uma pessoas como essas daqui, as quais encontro todos os dias, que perderam seus heróis, perderam a hombridade do altruísmo e acima de tudo se tornaram tão sínicos quanto seus falos heróis .



EU QUERO IR À ÍNDIA...

Eu quero um dia ir à Índia...quero agradecê-la,
Quero andar nu pelas ruas, despido de vergonhas e pudores,
Quero sair andando sem ter medo de perder minha hipocrisia.
Eu quero ir à Índia para descobrir que sou um nada diante de tantas coisas maiores, mas também que sou um pouco que faz parte de um todo.
Eu quero ir à Índia para encontrar os indianos, os gurus e meus ancestrais bugineses.
Eu quero ir à Índia para encontrar um elefante azul, Sidartha magro e uma flor de Lótus e então organizar meus pensamentos.
Eu quero ir à Índia como os Beatles e Alanis fizeram e cantar Thank you India e me iluminar de aprendizado.
Eu quero ser visto como eu sou de verdade, eu quero confrontar meu mal necessário, eu quero me agradecer, me perdoar e acabar com todas as mágoas.
Eu quero ir à Índia para ter vergonha das coisas que tive e que tenho e não agradeci ou agradeço. Eu quero ir a índia para me encontrar, me perder...mas acima de tudo eu quero ir a Índia para saber que não precisava estar lá para encontrar tudo isso.
Eu quero ir à Índia, para encontrar a Índia, e saber que ela estava o tempo todo comigo e eu não sabia, assim como todas as respostas. Mas se quero encontrar alguma coisa é por que a perdi e como se perde algo que nunca se teve?

outubro 09, 2010

PALAVRAS QUE GOSTARIA DE TER ESCREITO E FI-LO PQ QUI-LO

SINTO FALTA...

sinto falta de pessoas inteligentes p conversar,

de horas sérias p falar...da cumplicidade de ouvir.

Sinto falta de argumentações sobre a vida,

...de viver para argumentar de vez em qndo,

Sinto falta da filosofia no outro...e de outras filosofias.

sinto falta de tempos em q era muito bom pensar,

de pensar em outros tempos...tempo q não tenho mais...sinto falta".

AH, SE EU FOSSE MARINHEIRO...

...correria daqui e me satisfaria um toque no mar.

flutuaria daqui e me contentaria um toque no ar...ah, se eu fosse marinheiro...

pensaria em ir mais fundo, onde ninguém pudesse me achar...

cortaria sem medo os nós das lembranças q n quero encontrar...

ah, se eu fosse marinheiro, seria mais coraj...oso e viveria ao invés de falar.

outubro 08, 2010

EU SEM MEUS BOTÕES

Estava eu aqui pensando com meus botões, quer dizer, com meus botões não por que agora só uso camisas apertadas tamanho PP compradas em lojas “especializadas”. Penso sobre isso de vez em quando, quando visto uma Pólo (também apertada). Como eu fui perdendo a essência de mim mesmo, se é que já havia achado alguma vez, o fato é: como deixei de ser “pensar” para me tornar “parecer”?

Deixe-me explicar, esse assunto está mais q batido em meus textos, contudo, recentemente redescobri o prazer de escrever, não como um exercício de auto-ego-inflado, ou também, não sei ao certo. A dúvidas permeiam minha mente agora, ainda mais tendo esse contato tão mais sensível e tático com o budismo. A incerteza é a maior das sabedorias, diz essa filosofia.

Um dia fui um garotinho muito, muito gordo. Não badalava, não me exercitava – fato mais q evidente num gordinho – não me socializava e só vivia em frente ao computador, um dia até casei por intermédio dele, mas isso é uma outra história. Era um nerdinho, para não dizer merdinha, peço desculpas a mim mesmo pelo insulto – é, agora eu me perdoou, me desculpo, me amo – no sentido saudável da palavra – e acima de tudo me respeito. Sidartha me ensina isso.

Hoje, eu luto para que as pessoas me levem a sério, saibam que eu penso e até tenho opinião - esta deriva da anterior - sabemos. Hoje eu me apresento assim: “Muito prazer, Marinho, estudei Jornalismo numa faculdade Federal, bebi de muitos filósofos, poetas e escritores...” citaria alguns em especial, mas não quero fazer isso agora. E observo a cara que as pessoas fazem ao me olharem dos pés a cabeça e suponho que perguntem para si mesmas: “ Será que cabe cérebro nessa camisa tão apertada?”. Um dia eu já me apresentei assim, em contra partida: Prazer, Marinho – minha educação não mudou, enquanto isso – sou modelo fotográfico/propaganda(isso é atestar que se é um imbecil, segundo as pessoas supõem).

Redescobri o prazer de escrever, pois redescobri também o prazer de ler...a mim, os outros, os grandes, os idiotas – falo dos que postam coisas no Facebook(nova febre mundial) do tipo: “ hoje comprei um note (notebook) que veio com Blu Ray (tecnologia do momento)”. De certo tratam-se de pessoas que estão fugindo delas mesmas, mas não vou me ater a isso agora, não agora, talvez depois eu fale das nossas fugas; e também eu não fujo por essas quase pretenciosas letras? Enfim, fugir é do ser humano, pois é mais fácil que enfrentar.

Logo, a questão é: estou eu agora enfrentando um lado meu escondido pelo gordinho quase autista ou enfrentando uma nova realidade a qual eu sempre quis evitar; a de me tornar mais um nessa grande metrópole na qual vim parar?